Wednesday, July 05, 2006

Minha teoria sobre a seleção em 2006....

Bom, o velho e bom técnico Parreira ficou famoso por ganhar a copa de 1994. Sim, convenhamos, foi ele que ganhou a copa de 1994, ao montar aquele time tosco que era completamente retranqueiro com laterais apoiando o ataque formado por Bebeto e Romário que faziam gols pq o Romário estava no auge de sua forma matadora e Bebeto tinha a impressionante habilidade de botar a bola nos pés de Romário. Além disso, Parreira tinha seus heróis particulares em cada jogo, como foi o Branco no gol de falta contra a Holanda.

Mas dessa vez, o Parreira tinha muitos jogadores muito bons e armou um time ofensivo. Depois dessa copa eu entendi que o esquema do Parreira não é ser um retranqueiro e sim um cabeça dura. Ele tem um esquema que ele quer ver funcionando e se não funcionar, paciência, daqui a quatro anos tem uma outra copa. E eu acho que o esquema dele, de jogar feio mas num esquema talvez tivesse funcionado contra a França. Se não fosse pela vontade imensa do Ronaldinho em fazer um gol.

Pq o esquema do Parreira nessa copa foi o seguinte: ele tinha 2 zagueiros e 2 laterais com função quase-que-exclusiva de marcar, dois meio campistas marcadores-apoiadores, dois meio-campistas armadores-atacantes e dois atacantes. Esse esquema depende basicamente da habilidade dos meio-campistas dianteiros (Kaká e Ronaldinho) e de matadores eficientes (Adriano e Ronalducho). Notem que esse sistema tem um sistema de backup (dois jogadores por função) que, em tese libera os jogadores. Então nenhum jogador tem a responsabilidade completa. E isso funcionou de alguma forma (jogos feios, é verdade, mas ganhou todos) até o jogo contra a França, quando o Ronaldinho "eu-quero-fazer-gols" Gaúcho bateu pé pra ser colocado no ataque. Isso misturado com a pipoquice de Kaká (jogando igual jogou pouco antes de ser transferido do São Paulo) eliminou completamente a capacidade de armar. Ah sim, sobre a empáfia do Roberto Carlos... bom o que se esperar de um time no qual o Ronaldinho escolhe onde quer jogar?

Bom, mas nada disso importa agora. Importante é saber o que vai ser da taça do mundo. Espero que essa final seja digna; que Zidane jogue como nunca (afinal é o último jogo dele) e que a Itália jogue com aquele esquema da prorrogação e não com a sua retranca tradicional. Aguardo ansiosamente. E que ganhe o melhor (e que esse apresente um futebol bonito, digno das cervejas pensilvanianas que eu comprei aqui).

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