Saturday, January 30, 2016

Futebol americano como um jogo de guerra

Vasculhando a pilha de posts incompletos do blog achei esse texto aqui, de 2012. Eu não sei muito bem para onde eu estava indo com o texto, mas eu gostei do parágrafo inicial. Vai publicado assim mesmo, incompleto.


Em qualquer esporte, existem diversos níveis de compreensão. Pegue o futebol por exemplo. O nível mais raso de compreensão é o de que o objetivo é colocar a bola dentro do gol adversário sem utilizar as mãos. Um observador um pouco mais atento perceberá aspectos mais peculiares como a regra do impedimento, a diferença entre uma falta e uma dividida limpa, a habilidade individual dos jogadores. O nível racional mais profundo inclui a compreensão tática, a distribuição dos jogadores em campo, a sinergia entre as diversas habilidades dos vários jogadores... nesse nível o futebol deixa de ser um jogo onde 20 homens correm atrás de uma bola e passa a ser um espetáculo onde a fluidez dos jogadores em campo, as jogadas longe da bola, as brigas entre jogadores, a interação com os técnicos, o cansaço, todas essas narrativas ficam evidentes e aumentam o espetáculo.

Mas o futebol é um esporte de regras simples. O futebol americano, por outro lado é um jogo complicado. E por conta disso, é fácil de se perder nos detalhes das regras e não conseguir enxergar a graça. Porque o futebol americano não é um jogo onde 22 homens se colidem constantemente. O esporte é um jogo de guerra.

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