Heroismo nas narrativas

O Pânico com o Flávio Morgenstern de hoje confirmou uma percepção que eu tive quando eu vi a resposta cultural a O Mecanismo: a gente perde muito tempo personalizando as culpas sobre o colapso institucional do Brasil. Então para tentar diminuir o tempo, acho que vale a pena catalogar as narrativas dos eixos de conflito no discurso público brasileiro. Isso aqui é extremamente especulativo e sujeito a mudanças. Inclusive, aceitando sugestões nos comments.

Queremos um super-herói para defender e um super vilão para combater. Então como exercício, vou esboçar as narrativas que me parecem predominar no Brasil em termos de quem é o herói e quem é o vilão.

I) Petistas
 herói: Lula         vilão: sistema

II) Esquerdismo comunitário
 herói: pobre       vilão: polícia

III) Defensor de Temer (sim, isso existe)
 herói: estabilidade monetária.  vilão: déficit, juros da dívida.

IV) Concursados e Simpatizantes
 herói: sistema     vilão: lutar contra o juros da dívida.

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